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Quinta, 19 de Julho de 2018
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Estado descarta operação de crédito com a Caixa
10/07/2018 09h24 - Atualizado em 10/07/2018 11h05
Foto: Estado descarta operação de crédito com a Caixa

Por não concordar com as condições da Caixa Econômica Federal para liberar os financiamentos de R$ 510 milhões para obras de infraestrutura e de R$ 94,144 milhões para saneamento básico, o Governo do Estado desistiu da operação que vinha sendo discutida com a instituição desde meados de 2017.

Ao dar a informação em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (09/07),no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o governador José Eliton disse que nos moldes propostos pela CEF para a concretização do empréstimo, haveria impacto negativo para as contas públicas ao longo dos próximos anos. "Eu tenho responsabilidade com o hoje e com o amanhã do Estado. Eu não vou comprometer obras futuras com operações que fogem do padrão racional e que possam comprometer os cofres públicos", observou.

“O Estado não procura recursos a qualquer custo, mesmo porque temos uma saúde fiscal que nos garante o cumprimento de uma agenda de obras em todo o Estado. Isso é fruto de uma austeridade fiscal muito grande que fizemos ao longo dos últimos anos para garantir esse momento, com pagamento de salários em dia, continuidade dos programas sociais e entrega de obras importantes em todo os cantos do Estado", explicou.

O governador garantiu que a ausência do crédito extra da Caixa não irá comprometer o cronograma de obras em execução. Segundo ele, o Estado mantém um fluxo de caixa que lhe permite dar continuidade ao conjunto de obras em execução.

José Eliton disse ainda acreditar que o momento político teve impacto na avaliação por parte da CEF. "Lá na frente, descontaminado o ambiente político-eleitoral, talvez voltemos a discutir as operações de crédito", salientou, ao destacar que o Governo do Estado cumpriu o ajuste fiscal, comprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional, e dispõe de condições necessárias para contrair empréstimos junto ao mercado financeiro, com taxas mais adequadas, sem comprometer o futuro das contas públicas.

Ainda analisando o impacto político nas operações de crédito que envolvem os governos estaduais em época eleitoral, José Eliton afirmou que em Goiás ele foi agravado com a manifestação contrária à operação por líderes da oposição, "a meu ver com argumentos equivocados do ponto de vista técnico, mas que não deixam de ter relevância dentro do ambiente político local. Eu olho para a saúde financeira do Estado enquanto eles estão olhando para a eleição".

Presente na entrevista coletiva, o secretário da Fazenda, Manoel Xavier Filho, disse que a proposta apresentada pela Caixa "é uma prova cabal de que o Estado cumpre com suas obrigações. Se assim não fosse, ela nem nos teria apresentado uma proposta de financiamento".

O governador, por sua vez, acrescentou que a proposta da Caixa deita por terra o argumento da oposição de que o Estado não tinha lastro para fazer empréstimos junto a instituições financeiras oficiais. "Me parece que o argumento das oposições era o de que o Estado não tinha condições de tomar empréstimos", reiterou.

José Eliton informou ainda que o Estado foi procurado pelo BNDES com oferta de crédito, assunto que só será possivelmente tratado após o processo eleitoral. "Encerrado o processo eleitoral, se for o caso, nós vamos discutir essas questões", acrescentou.

Condições

Ao declinar da operação de crédito junto à Caixa, o Governo do Estado justificou através de ofício ao presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, que as condições apresentadas oneram os cofres públicos, comprometem o Fundo de Participação dos Estados - FPE e impedem contratações futuras já em andamento.

Para conceder o crédito, a Caixa exigia 400% do montante contratado em depósito e aplicações na instituição, 200% no FPE como garantia, juros de 0,91% ao mês e comissão de 2% sobre o valor da operação.

No ofício, o governo do Estado justifica com a legislação eleitoral, a desistência de manter as negociações com a Caixa em bases mais favoráveis. "Embora as negociações tenham sido iniciadas em meados de 2017, somente nesta quinta-feira (5) houve a proposta da instituição, impedindo a continuidade das tratativas de negociações que permitissem ao Estado buscar melhores condições, tendo em vista que se encerra nesta sexta-feira (6) o prazo legal, imposto pela legislação eleitoral para obtenção de financiamentos", esclareceu no ofício.

Fonte: Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás

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